O primeiro dia quase não foi. Não foi porque boa parte dele foi gasta fazendo a tal atualização dos 19 mil arquivos e dez horas de duração. Mas aí deixei esse meu pobre escravo tecnológico no qual escrevo trabalhando sozinho e fui dar uma volta com patroa e agregados que não possuem blogs para serem linkados aqui.
Na verdade a coisa toda terminou logo antes de saírmos. Rapidamente entrei no jogo e nesse momento nasceu Kabalski, o Monk Galkan da República de Bastok. Porque os grandões são mais fortes e másculos. Principalmente na parte que usa uma sunguinha com buraco pro rabo (literal, não metafórico) passar pro lado de fora. E aí pedi um tempinho só pra checar os controles. Deus, o horror.
Os primeiros... dez (?) minutos foram gastos na vã tentativa de andar. Sim, andar. Eu tinha ali um gigante peludo e musculoso, dotado de punhos que poderiam derrubar uma montanha, mas não conseguia sair do lugar. Teclado, nada. Mouse, nada. Galinha e farofa na encruzilhada, nada. E não ajudava muito o fato do jogo não ter nenhuma interface gráfica permanente. É a janelinha de log/chat e olhe lá.
Depois de muito sofrer descobri que era preciso clicar com o botão esquerdo do mouse e segurá-lo, apontando na direção desejada. Aí o bicho andava. Como se pode imaginar, manobrar o personagem nesse esquema de controles é tão simples quanto pilotar uma escavadeira com os pés. Leprosos.
Findo o sofrimento (ou pelo menos parte dele) decidi - ou decidiu, já que quem o fez de verdade foi a patroa - que estávamos em cima da hora para ir no cinema. "Ok", pensei. "É só fechar o jogo aqui e... como se desliga essa merda?". E lá se foram mais algumas centenas de segundos preciosos da vida perdidos para simplesmente sair do jogo. Eu não estava tentando fazer nada de complicado, juro. Só FECHAR O PROGRAMA. Eu ainda não tinha conseguido achar a PORCARIA DO MENU, no qual eu teria uma vã esperança de liberdade. Esc não fazia nada. Ok, era até esperado. ALT+F4, porém, também não fazia nada - e nesse momento o propecto de ficar preso para sempre num MMORPG onde eu não conseguia nem andar me pareceu particularmente assustador.
Um /logout resolveu o problema. Idéia da cabeça pensante do relacionamento, óbvio. Ainda sim, o jogo demora seus bons 30 segundos só pra desligar. Me soou como algo do tipo:
"Olha, o viciadinho quer parar. Quer mesmo? Tem certeza? Vou te dar trinta segundos pra pensar melhor e perceber a besteira que está fazendo. Vem, joga só mais cinco minutinhos."
De qualquer forma, me livrei dos encantos digiteis e fui assistir Harry Potter no IMAX. Filme bom. Quase gorfei durante os 15 minutos em 3D. Mas bom mesmo assim.
Na volta, me senti especialmente corajoso para outra tentativa - mas aí já tinha companhia: o Tarutaru Blackmage Dukkturr, que já havia aprendido um ou dois truques na minha ausência. Ainda assim, descobri que alt+tab fazia o jogo travar, que ele não aceita nenhum dos controles que eu tenho aqui e que a mistura bizarra de frustração com determinação é um bom combustível pra te manter acordado.
Foi só lá pelas 2:45 da manhã que eu consegui descobrir como acessar o menu (shift e -, combinação mais intuitiva do mundo), configurar os comandos pra serem compatíveis ao meu "teclado compacto" e começar a jogar que nem gente. Mas aí o texto ficou longo, então eu conto como foi o fim dessa aventura noturna no compacto com o próximo dia, pode ser?
Pode, né.
Fernando Mucioli, Espírito da Perseverança
terça-feira, 11 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Histórias de XI
E aí que eu comecei a jogar Final Fantasy XI.
E quase que instantaneamente as vozes do além começaram a gritar: "Espera sair o XIV!", "Desinstala!", "Porque você tá fazendo isso com a sua vida!", "Faz-se carreto!".
Silêncio, cazzo, silêncio. Eu estou jogando Final Fantasy XI porque já tá pra sair o XIV. Porque o meu sentido de jornalista sem diploma me diz que, pra entender um é legal ter entendido o outro. E vice-versa. E o direito de ouvir essas outras vozes - as que saem da região posterior esquerda do meu cérebro - ninguém me tira.
Então, pelo menos enquanto durar o Free Trial no qual me inscrevi com tanto amor no coração, pretendo manter aqui um pequeno Querido Diário do meu retorno (ainda que breve) aos Mumorpegers. Have at you.
Dia #00
Geralmente quando vamos fazer essas coisas, começamos do começo. E aqui começar do começo quer dizer fazer um download de pouco mais de 2GB. Por HTTP. Via FilePLanet. Isso em termos leigos a gente resume na curta frase "Coisinha Linda de Deus".
Tanto que eu não fiz o download. Rá. Meu parceiro, sobre o qual falarei mais tarde, fez o serviço sujo, queimou um DVD e, depois de um jantar regado à pizza, entregou-me. Mas botar o bendito disco óptico no drive foi apenas o começo de uma noite torturando tentando instalar um reles joguinho.
O nome dessa tortura é PlayOnline.
Essa aberração da natureza é um serviço que gerencia conta de vários jogos online da época do PlayStation 2. Um deles era o SOCOM que saiu na época. Outro era Monster Hunter. O outro era Final Fantasy XI. E ele ainda é usado. Inclusive no PC. Inclusive no Xbox 360.
Pra resumir a conversa e proteger o caro leitor do sofrimento eterno, funciona mais ou menos assim: você cria uma conta de Trial de FFXI. Pra poder criar uma contra na PlayOnline. Pra poder criar uma conta de FFXI. Pra poder criar um (ou dois, ou três) personagens na porcaria do jogo.
E ele não deixa nem escolher a conta direito. Depois de exigir um endereço oficial completinho mais sua ficha criminal até a sétima geração ancestral, ele te gera um login formado por oito caracteres aleatórios. Letras e números. Mas se fosse só isso, tava excelente. Depois ele inventa um tal de "e-mail" da PlayOnline que você usa pra mandar e receber mensagens de DENTRO DO JOGO. Quer dizer que se eu quiser adicionar um amigo, eu não posso adicionar um amigo NO JOGO QUE EU QUERO JOGAR. Eu preciso adicionar ele NA CONTA QUE GERENCIA A CONTA QUE GERENCIA A CONTA QUE GERENCIA O PERSONAGEM. Ou algo assim,
E o endereço desse e-mail - ho ho ho - é algo do tipo "x9182039180484@PlayOnline". E eu não to nem brincando. Ao terminar a coisa, o jogo fala SALVE ESSAS INFORMAÇÕES. Não salvou na mão, usando um Notepad ou variante? LOL já era.
Ao ver que esse processo estava terminado, fiquei feliz ao imaginar que estava a um passo de começar a me aventurar. Mas fiquei triste de novo rapidinho quando vi que o jogo precisava baixar mais de 19 mil arquivos de atualização. Mandei a Square Enix tomar no cu e fui dormir.
Fernando Mucioli volta amanhã, com outro Dia e outra história
E quase que instantaneamente as vozes do além começaram a gritar: "Espera sair o XIV!", "Desinstala!", "Porque você tá fazendo isso com a sua vida!", "Faz-se carreto!".
Silêncio, cazzo, silêncio. Eu estou jogando Final Fantasy XI porque já tá pra sair o XIV. Porque o meu sentido de jornalista sem diploma me diz que, pra entender um é legal ter entendido o outro. E vice-versa. E o direito de ouvir essas outras vozes - as que saem da região posterior esquerda do meu cérebro - ninguém me tira.
Então, pelo menos enquanto durar o Free Trial no qual me inscrevi com tanto amor no coração, pretendo manter aqui um pequeno Querido Diário do meu retorno (ainda que breve) aos Mumorpegers. Have at you.
Dia #00
Geralmente quando vamos fazer essas coisas, começamos do começo. E aqui começar do começo quer dizer fazer um download de pouco mais de 2GB. Por HTTP. Via FilePLanet. Isso em termos leigos a gente resume na curta frase "Coisinha Linda de Deus".
Tanto que eu não fiz o download. Rá. Meu parceiro, sobre o qual falarei mais tarde, fez o serviço sujo, queimou um DVD e, depois de um jantar regado à pizza, entregou-me. Mas botar o bendito disco óptico no drive foi apenas o começo de uma noite torturando tentando instalar um reles joguinho.
O nome dessa tortura é PlayOnline.
Essa aberração da natureza é um serviço que gerencia conta de vários jogos online da época do PlayStation 2. Um deles era o SOCOM que saiu na época. Outro era Monster Hunter. O outro era Final Fantasy XI. E ele ainda é usado. Inclusive no PC. Inclusive no Xbox 360.
Pra resumir a conversa e proteger o caro leitor do sofrimento eterno, funciona mais ou menos assim: você cria uma conta de Trial de FFXI. Pra poder criar uma contra na PlayOnline. Pra poder criar uma conta de FFXI. Pra poder criar um (ou dois, ou três) personagens na porcaria do jogo.
E ele não deixa nem escolher a conta direito. Depois de exigir um endereço oficial completinho mais sua ficha criminal até a sétima geração ancestral, ele te gera um login formado por oito caracteres aleatórios. Letras e números. Mas se fosse só isso, tava excelente. Depois ele inventa um tal de "e-mail" da PlayOnline que você usa pra mandar e receber mensagens de DENTRO DO JOGO. Quer dizer que se eu quiser adicionar um amigo, eu não posso adicionar um amigo NO JOGO QUE EU QUERO JOGAR. Eu preciso adicionar ele NA CONTA QUE GERENCIA A CONTA QUE GERENCIA A CONTA QUE GERENCIA O PERSONAGEM. Ou algo assim,
E o endereço desse e-mail - ho ho ho - é algo do tipo "x9182039180484@PlayOnline". E eu não to nem brincando. Ao terminar a coisa, o jogo fala SALVE ESSAS INFORMAÇÕES. Não salvou na mão, usando um Notepad ou variante? LOL já era.
Ao ver que esse processo estava terminado, fiquei feliz ao imaginar que estava a um passo de começar a me aventurar. Mas fiquei triste de novo rapidinho quando vi que o jogo precisava baixar mais de 19 mil arquivos de atualização. Mandei a Square Enix tomar no cu e fui dormir.
Fernando Mucioli volta amanhã, com outro Dia e outra história
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Marca essa aí pra mim
Como de acordo com os leitores o post anterior foi "muito ontem" e como que feito por um roteirista da Globo - sem nem tentar ser original - me abstenho de postar alguma coisa hoje pra retomar amanhã - sexta - ou no dia seguinte.
O assunto e a abordagem já tão na agulha. Possivelmente será algo que exigirá um pouco mais de meio neurônio para escrever e/ou para ler.
Esse negócio de escrever blog é difícil.
Fernando Mucioli, só Fernando Mucioli hoje
O assunto e a abordagem já tão na agulha. Possivelmente será algo que exigirá um pouco mais de meio neurônio para escrever e/ou para ler.
Esse negócio de escrever blog é difícil.
Fernando Mucioli, só Fernando Mucioli hoje
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Prime Time
Como a minha lista anterior fez um estrondoso (?) sucesso (??) entre os muitos (???) leitores desssa poçilga que eu chamo de blog, farei hoje outra - cujo tema me ocorreu hoje enquanto esquentava minha deliciosa refeição noturna.
Trata-se de séries de TV que poderiam ter seus próprios videogames. Mas não coisas muito fáceis como um CSI da vida, ou The Mentalist ou Fringe ou os outros trezentos bilhões de seriados policiais com CIÊNCIA! misturado. Vamos tentar algo diferente.
Two and a Half-Men: The Game
Controle o galanteador Charlie Harper e ajude-o a pegaro maior número de "gatas" possível no melhor estilo simulador de encontro japonês - talvez até com estilo mangá? Jake, Alan, a mãe-deles-que-eu-esqueci-o-nome e outros NPCs figurinhas carimbada da série também marcam presença. Minigamezinho com nosso herói queixudo ao piano tocando para o sobrinho desafinado? Garantido.
The Fresh Prince of Bel-Air
Coletânea de minigames no estilo Wario Ware estrelada pelos nossos queridos membros da família Banks. Horas e horas de diversão com a Academia Carlton de Dança, o Arremesso de Jazz, Compras com Hillary, As Aventuras do Mascote do Time de Basquete e Ajude Will a Escapar do Valentão da Abertura. A Mãe e a Ashley só aparecem no fim de cada joguinho pra dar os pontos, though. Se der pra fazer uma versão em chiptune do tema de abertura, melhor ainda.
Cooking Mama: Hell's Kitchen
Mesmo princípio do simulador culinário para Nintendo DS - mas substitua a simpática mamãe por um retardado que berra SÓ os pedidos inteiros. Nada de ingredientes, nada de passos, nada de dicas nada de NADA. Nem texto pra ter como referência, porque ele FALA uma vez o prato e tá de bom tamanho. Se errar uma vez, leva bronca no estilo Mr.Resetti em Animal Crossing (algo como escrever mil vezes "Eu não vou mais tentar Cozinhar"). Se errar duas, ele apaga seu save. Se errar três, causa um curto no DS. Fala que sabe preparar Kimchi agora, papudo.
...e é, acho que não vai sair mais nada hoje. Esse heróis precisam parar de tentar frustrar meus planos de dominação do mundo.
Fernando Mucioli, gênio do seu tempo
Trata-se de séries de TV que poderiam ter seus próprios videogames. Mas não coisas muito fáceis como um CSI da vida, ou The Mentalist ou Fringe ou os outros trezentos bilhões de seriados policiais com CIÊNCIA! misturado. Vamos tentar algo diferente.
Two and a Half-Men: The Game
Controle o galanteador Charlie Harper e ajude-o a pegaro maior número de "gatas" possível no melhor estilo simulador de encontro japonês - talvez até com estilo mangá? Jake, Alan, a mãe-deles-que-eu-esqueci-o-nome e outros NPCs figurinhas carimbada da série também marcam presença. Minigamezinho com nosso herói queixudo ao piano tocando para o sobrinho desafinado? Garantido.
The Fresh Prince of Bel-Air
Coletânea de minigames no estilo Wario Ware estrelada pelos nossos queridos membros da família Banks. Horas e horas de diversão com a Academia Carlton de Dança, o Arremesso de Jazz, Compras com Hillary, As Aventuras do Mascote do Time de Basquete e Ajude Will a Escapar do Valentão da Abertura. A Mãe e a Ashley só aparecem no fim de cada joguinho pra dar os pontos, though. Se der pra fazer uma versão em chiptune do tema de abertura, melhor ainda.
Cooking Mama: Hell's Kitchen
Mesmo princípio do simulador culinário para Nintendo DS - mas substitua a simpática mamãe por um retardado que berra SÓ os pedidos inteiros. Nada de ingredientes, nada de passos, nada de dicas nada de NADA. Nem texto pra ter como referência, porque ele FALA uma vez o prato e tá de bom tamanho. Se errar uma vez, leva bronca no estilo Mr.Resetti em Animal Crossing (algo como escrever mil vezes "Eu não vou mais tentar Cozinhar"). Se errar duas, ele apaga seu save. Se errar três, causa um curto no DS. Fala que sabe preparar Kimchi agora, papudo.
...e é, acho que não vai sair mais nada hoje. Esse heróis precisam parar de tentar frustrar meus planos de dominação do mundo.
Fernando Mucioli, gênio do seu tempo
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Dinheiro, Mulheres
Não me reprimam porque eu falo demais de mulheres aqui. Primeiro porque o blog é meu e eu falo do que eu quiser. Segundo porque eu gosto delas, vou fazer o quê?
Gosto mais da minha, obviamente, mas de um modo geral acho que a feminilidade foi uma boa adição da natureza a esse mundo cheio de seres peludos, folhudos, escamudos e penudos. O planeta seria um lugar menos interessante e aprazível sem elas. Talvez mais simples, mas mais interessante e aprazível sem dúvida.
É por isso que eu odeio a Lara Croft.
Não é que eu odeio só a Lara Croft. Eu odeio que tentem usá-la como símbolo máximo da representação cromossômica XX entre nós. E também odeio quem teve essa idéia pra começo de conversa e/ou tenta capitalizar em cima da figura dela nesse sentido.
Lara Croft não é uma mulher ("duh, você não precisava me dizer isso!"), é uma aberração que usa shortinho de dançarina de axé e tem lábios maiores do que deveria. E definitivamente grandes mulheres não se fazer valer por usarem roupas apertadas e posarem de bad grrrrrrrrrllllls.
Mas como o meu negócio, como bem mencionado na minha descrição pessoal ali em cima, é o que vem de além-mar, vou dar meus pitacos a respeito de duas queridinhas do universo RPGzístico nipo-japonês. A saber:
- Aerith (ou Aeris, pra mim tanto faz)
Meiga, curadora, de vestidinho rosa, vendedora de flores. Uma meiguisse só, certo? Pfff.
Presta só atenção: o curto disco em que ela ficou viva em Final Fantasy VII, passou abusando psicologicamente do pobre menino emo de cabelos loiros. Obviamente ela NUNCA quis nada com ele - só deixava ele pensar que era especial, quando na verdade só tava servindo como o outro de um outro cidadão que já tinha batido as botas.
Pra piorar, ainda mandou o homem da espada gigante (que só estava lá para compensar alguma outra coisa, imagino) num guilt trip dos infernos que basicamente guiou o resto do jogo todo.
Sério, mais de 60 horas baseadas nas aventuras do cara que ficou magoadinho porque o seu ídolo (que nunca ligou pra ele) matou a sua musa (que nunca ligou pra ele). Boa, campeão.
- Rinoa
O caso aqui é mais ou menos o mesmo, mas com as ridicularidades acentuadas. A guerrilheira que usa o próprio cachorro como canhão só queria dar uns pegas no Seifer. Só isso. Ela não queria o menino emo (outro?) chorão e cheio de angústia adolescente - queria o valentão da escola.
Mas aí em certa parte da história tudo vira um melodrama doido e os dois - a moça liberal e o Senhor "Vá Conversar com Uma Parede" - de repente não vivem um sem o outro. É uma "história de amor" tão genuína quanto a dos sprites masculino e feminino ao fim de cada fase do X-Man de Atari.
De quem eu gosto, então? Dessas Final Fantazetes é fácil: Yuna. Uma das únicas mulheres corajosas e bem resolvidas que vi num videogame. Sem contar que ela protagonizou a cena de sexo velado mais bem feita da história. Mas aí tinha que vir a Square ferrar tudo com FFX-2. Mas dessa mágoa eu falo numa outra oportunidade.
Aliás, nesse mesmo assunto, o Gabriel vive dizendo como a Jade, de Beyond Good & Evil, é espetacular em todos os aspectos. Eu não joguei, então não sei. Mas podem acreditar na opinião dele que, diferente da minha, vale mais do que um pacote de bolacha Maria.
Fernando Mucioli E a Caixa de Sabão Solitária
Gosto mais da minha, obviamente, mas de um modo geral acho que a feminilidade foi uma boa adição da natureza a esse mundo cheio de seres peludos, folhudos, escamudos e penudos. O planeta seria um lugar menos interessante e aprazível sem elas. Talvez mais simples, mas mais interessante e aprazível sem dúvida.
É por isso que eu odeio a Lara Croft.
Não é que eu odeio só a Lara Croft. Eu odeio que tentem usá-la como símbolo máximo da representação cromossômica XX entre nós. E também odeio quem teve essa idéia pra começo de conversa e/ou tenta capitalizar em cima da figura dela nesse sentido.
Lara Croft não é uma mulher ("duh, você não precisava me dizer isso!"), é uma aberração que usa shortinho de dançarina de axé e tem lábios maiores do que deveria. E definitivamente grandes mulheres não se fazer valer por usarem roupas apertadas e posarem de bad grrrrrrrrrllllls.
Mas como o meu negócio, como bem mencionado na minha descrição pessoal ali em cima, é o que vem de além-mar, vou dar meus pitacos a respeito de duas queridinhas do universo RPGzístico nipo-japonês. A saber:
- Aerith (ou Aeris, pra mim tanto faz)
Meiga, curadora, de vestidinho rosa, vendedora de flores. Uma meiguisse só, certo? Pfff.
Presta só atenção: o curto disco em que ela ficou viva em Final Fantasy VII, passou abusando psicologicamente do pobre menino emo de cabelos loiros. Obviamente ela NUNCA quis nada com ele - só deixava ele pensar que era especial, quando na verdade só tava servindo como o outro de um outro cidadão que já tinha batido as botas.
Pra piorar, ainda mandou o homem da espada gigante (que só estava lá para compensar alguma outra coisa, imagino) num guilt trip dos infernos que basicamente guiou o resto do jogo todo.
Sério, mais de 60 horas baseadas nas aventuras do cara que ficou magoadinho porque o seu ídolo (que nunca ligou pra ele) matou a sua musa (que nunca ligou pra ele). Boa, campeão.
- Rinoa
O caso aqui é mais ou menos o mesmo, mas com as ridicularidades acentuadas. A guerrilheira que usa o próprio cachorro como canhão só queria dar uns pegas no Seifer. Só isso. Ela não queria o menino emo (outro?) chorão e cheio de angústia adolescente - queria o valentão da escola.
Mas aí em certa parte da história tudo vira um melodrama doido e os dois - a moça liberal e o Senhor "Vá Conversar com Uma Parede" - de repente não vivem um sem o outro. É uma "história de amor" tão genuína quanto a dos sprites masculino e feminino ao fim de cada fase do X-Man de Atari.
De quem eu gosto, então? Dessas Final Fantazetes é fácil: Yuna. Uma das únicas mulheres corajosas e bem resolvidas que vi num videogame. Sem contar que ela protagonizou a cena de sexo velado mais bem feita da história. Mas aí tinha que vir a Square ferrar tudo com FFX-2. Mas dessa mágoa eu falo numa outra oportunidade.
Aliás, nesse mesmo assunto, o Gabriel vive dizendo como a Jade, de Beyond Good & Evil, é espetacular em todos os aspectos. Eu não joguei, então não sei. Mas podem acreditar na opinião dele que, diferente da minha, vale mais do que um pacote de bolacha Maria.
Fernando Mucioli E a Caixa de Sabão Solitária
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Tem, mas acabou
Eu juro que ía postar um negócio hoje. No duro. Mas não vou.
Porquê? Porque eu tô morrendo de sono e vou ter preguiça de digitar todo o post. Mas ele já tá na cabeça. E é sobre mulheres.
Enquanto isso fiquem com o meu novo avatar ali do lado. Versão em pixel da minha cara assutada, registrada em algum lugar do passado. O trabalho, obviamente é da patroa, que começou uma série de sprites SD de BlazBlue lá no blog dela.
Então, regozijem em júbilo: vão lá ver o trabalho da melhor pixel artist da quebrada, comentem e dêem sugestões enquanto eu não tomo vergonha na cara para postar algo decente.
Peace Out.
Fernando Mucioli é explorador do trabalho alheio e não sente o menor remorso por isso
Porquê? Porque eu tô morrendo de sono e vou ter preguiça de digitar todo o post. Mas ele já tá na cabeça. E é sobre mulheres.
Enquanto isso fiquem com o meu novo avatar ali do lado. Versão em pixel da minha cara assutada, registrada em algum lugar do passado. O trabalho, obviamente é da patroa, que começou uma série de sprites SD de BlazBlue lá no blog dela.
Então, regozijem em júbilo: vão lá ver o trabalho da melhor pixel artist da quebrada, comentem e dêem sugestões enquanto eu não tomo vergonha na cara para postar algo decente.
Peace Out.
Fernando Mucioli é explorador do trabalho alheio e não sente o menor remorso por isso
domingo, 2 de agosto de 2009
Estratégia. Do grego...
Dia desses eu tava pensando em como a gente não aprende mais nada de verdade a partir de certo ano da escola. Na sétima ou oitava série, acho. Depois disso o negócio é tentar memorizar a maior quantidade de lixo possível pra chegar no fim do bimestre e tirar nota.
Um ou outro professor ainda tentam o velho discurso do "Gente, o importante é aprender. Não pensem na nota". Ok. A pergunta que a sua mãe fazia quando pegava o boletim era "Filho, o aprendeu tudo direitinho?" e não "Porque isso tá cheio de nota vermelha, seu burro?". Vai crendo.
É por isso, irmãos, que eu jogo RPG com FAQ do lado. Com duas exceções:
1. Zelda. Porque ele é mais jogo de Aventura do que RPG.
2. Final Fantasy. Porque esses a gente termina mesmo que não tenha braços pra botar nas costas.
Eu já discuti aqui a relação entre jogabilidade e história (então deixem de ser preguiçosos e vão lá dar uma olhadinha po) então não vou fazer isso de novo. Limito-me a dizer que eu jogo RPGs justamente pra saber como aquelas crianças inxeridas e seu cachorro pulguento vão impedir que o vilão andrógino destrua o planeta - não qual a combinação de espada, posicionamento, sorte, acessórios e magias vai causar mais dano em um turno.
Eu quero nota, não fingir que estou aprendendo.
O meu uso dos gloriosos guias escritos, porém, não é generalizado. A ajuda divina só é requisitada em casos pontuais - a saber, chefes. Cheguei lá num grandão. Pauso, consulto (ou peço pra patroa consultar) meu Walkthrough favorito em busca de possíveis pontos fracos ou particularidades que vão me fazer arrancar cabelos, duplo-checo as condições do grupo e vou pra peleja.
Não me incomoda no mínimo explorar calabouços e passar pelos encontros (às vezes) aleatórios - até me divirto com esses. E sim, eu adoro pegar nível. Poderia ficar horas só fazendo isso. Se tiver alguma habilidade pra aprender junto então (série Tales, estou olhando pra você), deus-me-livre-guarde. Mas também não tenho nenhum saco pra encarar os grandões sozinho. Muito grandões pro meu gosto.
A título de curiosidade, minhas mais recentes vítimas são Persona 4 - guia pra conseguir nível máximo em todas as comunidades - e Devil Summoner Raidou 2 - estatísticas dos chefes. Ambos bastante recomendados tanto no fator Scooby Doo quanto no fator Fight-Magic-Item-Run.
Já mencionei que eu quase levei bomba no terceiro colegial?
Fernando Mucioli, sujeitinho nojento
Um ou outro professor ainda tentam o velho discurso do "Gente, o importante é aprender. Não pensem na nota". Ok. A pergunta que a sua mãe fazia quando pegava o boletim era "Filho, o aprendeu tudo direitinho?" e não "Porque isso tá cheio de nota vermelha, seu burro?". Vai crendo.
É por isso, irmãos, que eu jogo RPG com FAQ do lado. Com duas exceções:
1. Zelda. Porque ele é mais jogo de Aventura do que RPG.
2. Final Fantasy. Porque esses a gente termina mesmo que não tenha braços pra botar nas costas.
Eu já discuti aqui a relação entre jogabilidade e história (então deixem de ser preguiçosos e vão lá dar uma olhadinha po) então não vou fazer isso de novo. Limito-me a dizer que eu jogo RPGs justamente pra saber como aquelas crianças inxeridas e seu cachorro pulguento vão impedir que o vilão andrógino destrua o planeta - não qual a combinação de espada, posicionamento, sorte, acessórios e magias vai causar mais dano em um turno.
Eu quero nota, não fingir que estou aprendendo.
O meu uso dos gloriosos guias escritos, porém, não é generalizado. A ajuda divina só é requisitada em casos pontuais - a saber, chefes. Cheguei lá num grandão. Pauso, consulto (ou peço pra patroa consultar) meu Walkthrough favorito em busca de possíveis pontos fracos ou particularidades que vão me fazer arrancar cabelos, duplo-checo as condições do grupo e vou pra peleja.
Não me incomoda no mínimo explorar calabouços e passar pelos encontros (às vezes) aleatórios - até me divirto com esses. E sim, eu adoro pegar nível. Poderia ficar horas só fazendo isso. Se tiver alguma habilidade pra aprender junto então (série Tales, estou olhando pra você), deus-me-livre-guarde. Mas também não tenho nenhum saco pra encarar os grandões sozinho. Muito grandões pro meu gosto.
A título de curiosidade, minhas mais recentes vítimas são Persona 4 - guia pra conseguir nível máximo em todas as comunidades - e Devil Summoner Raidou 2 - estatísticas dos chefes. Ambos bastante recomendados tanto no fator Scooby Doo quanto no fator Fight-Magic-Item-Run.
Já mencionei que eu quase levei bomba no terceiro colegial?
Fernando Mucioli, sujeitinho nojento
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