Antes de começar mais esse relato emocionante, devo aqui cometer uma gafe terrível. Uma das pessoas que acompanhou a mim e à patroa em nossa ida ao cinema semana passa tem blog sim senhor. Então tá cá corrigido o erro, mestre Oro. Perdona.
Dia #1.5
Um detalhe importante do primeiro dia de aventuras emocionantes no mundo de Final Fantasy XI é que nele eu consegui, depois de muito esforço e desespero, travar minha primeira batalha. E acho que é exatamente aqui que vou fazer meu primeiro elogio de pé e ao som de palmas ao glorioso MMORPG da Ênix Quadrada.
Explico agora porque tanta euforia, e porque acho que essas pelejas virtuais são as mais geniais do universo: elas são automáticas.
Você seleciona o bicho, manda atacar, e assiste o seu boneco e a criatura-alvo (ah, Magic) se espancando até a morte. É lindo, é rápido, é prático. Nada de flicar clicando que nem um retardado. Esse é o primeiro jogo, em meu conhecimento, a assumir que batalha de RPG online é chato pra cacete e tentar transformar o processo em algo não tão dolorosamente maçante.
Dito isso, é bom também esclarecer que o papel do infeliz atrás do declado é gerenciar a batalha. Tem um menuzinho, a la Final Fantasy mesmo, que você usa pra selecionar itens, ativar aquela magia marota ou mandar o seu (ou, no caso, meu) gigante peludo e musculoso sair correndo como uma menininha. Ainda que gigante, peluda e musculosa.
Babinha pegar os primeiros níveis. Ah, mas se essa facilidade continuasse...
Dia #02
Já em companhia do bravo, bravo Dukkturr (que já estava presente na malhação de minhocas e vespas mencionada acima), saí em busca de aventura. Mais especificamente de coisas para matar, itens para pilhar e experiência para ganhar. Isso, num MMORPG, geralmente significa ir atrás de alguma Quest. E tentar achar uma dessas me deixou com saudade de World of Warcraft por um simples motivo.
O JOGO TE MOSTRA ONDE AS QUESTS ESTÃO. É pedir muito pra esses cornos não esconderem as missões em NPCs genéricos que se sobressaem tanto quanto um protozoázio em rota de colisão com o Sol?
Enfim.
Depois de muito vagar pelas ruas de Bastok - ruas bem bonitas, por sinal - conseguimos arranjar um infeliz que nos desse o que fazer. "Vá até aquela mina ali e pegue um documento com Sr.Fulano, Minerador Feliz". "Justo", pensamos eu e o destemido (porém diminuto) Dukkturr. "Não deve ser muito difícil" - mesmo porque foi exatamente isso que nosso contratante falou.
Sem delongas - nem equipamentos, nem itens, nem nada que se assemelhasse com algo útil para garantir que voltássemos vivos - rumamos para a tal caverninha, e tão logo entramos já começou a sentação de porrada na fauna local, em grande parte composta de morcegos. Como se mata morcegos com socos? Eu não sei.
Caverna grande, semideserta e razoavelmente ameaçadora: nada mais do que o esperado para dois aventureiros iniciantes e cheios de vida. E estava indo muito bem, eu juro que estava.
Até que numa curva ou corredor da vida, entramos numa sala sem saída. "Ok, sem problemas. A gente dá uma olhadinha e sai de finininho sem cutucar bicho nenhum, porque já são quase duas da manhã e a gente só quer terminar essa porcaria dessa quest". Aí, já no caminho de volta, percebi que tinha uma ameba me atacando. Uma ameba.
Tentei correr - use os parágrafos anteriores para ter referência de como eu corri - mas a ameba que andava na velocidade da luz continou me atacando, aparentemente com golpes psíquicos. Parei e pensei: "encher esse organismo unicelular de porrada". E Dukkturr, corajoso que é, veio me ajudar.
Aproximadamente 7,6 segundos depois estávamos os dois mortos.
Fui dormir, dessa vez sem mandar a Square Enix tomar no cu.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Histórias de XI, Dia #01: Arraste-me para o Inferno
O primeiro dia quase não foi. Não foi porque boa parte dele foi gasta fazendo a tal atualização dos 19 mil arquivos e dez horas de duração. Mas aí deixei esse meu pobre escravo tecnológico no qual escrevo trabalhando sozinho e fui dar uma volta com patroa e agregados que não possuem blogs para serem linkados aqui.
Na verdade a coisa toda terminou logo antes de saírmos. Rapidamente entrei no jogo e nesse momento nasceu Kabalski, o Monk Galkan da República de Bastok. Porque os grandões são mais fortes e másculos. Principalmente na parte que usa uma sunguinha com buraco pro rabo (literal, não metafórico) passar pro lado de fora. E aí pedi um tempinho só pra checar os controles. Deus, o horror.
Os primeiros... dez (?) minutos foram gastos na vã tentativa de andar. Sim, andar. Eu tinha ali um gigante peludo e musculoso, dotado de punhos que poderiam derrubar uma montanha, mas não conseguia sair do lugar. Teclado, nada. Mouse, nada. Galinha e farofa na encruzilhada, nada. E não ajudava muito o fato do jogo não ter nenhuma interface gráfica permanente. É a janelinha de log/chat e olhe lá.
Depois de muito sofrer descobri que era preciso clicar com o botão esquerdo do mouse e segurá-lo, apontando na direção desejada. Aí o bicho andava. Como se pode imaginar, manobrar o personagem nesse esquema de controles é tão simples quanto pilotar uma escavadeira com os pés. Leprosos.
Findo o sofrimento (ou pelo menos parte dele) decidi - ou decidiu, já que quem o fez de verdade foi a patroa - que estávamos em cima da hora para ir no cinema. "Ok", pensei. "É só fechar o jogo aqui e... como se desliga essa merda?". E lá se foram mais algumas centenas de segundos preciosos da vida perdidos para simplesmente sair do jogo. Eu não estava tentando fazer nada de complicado, juro. Só FECHAR O PROGRAMA. Eu ainda não tinha conseguido achar a PORCARIA DO MENU, no qual eu teria uma vã esperança de liberdade. Esc não fazia nada. Ok, era até esperado. ALT+F4, porém, também não fazia nada - e nesse momento o propecto de ficar preso para sempre num MMORPG onde eu não conseguia nem andar me pareceu particularmente assustador.
Um /logout resolveu o problema. Idéia da cabeça pensante do relacionamento, óbvio. Ainda sim, o jogo demora seus bons 30 segundos só pra desligar. Me soou como algo do tipo:
"Olha, o viciadinho quer parar. Quer mesmo? Tem certeza? Vou te dar trinta segundos pra pensar melhor e perceber a besteira que está fazendo. Vem, joga só mais cinco minutinhos."
De qualquer forma, me livrei dos encantos digiteis e fui assistir Harry Potter no IMAX. Filme bom. Quase gorfei durante os 15 minutos em 3D. Mas bom mesmo assim.
Na volta, me senti especialmente corajoso para outra tentativa - mas aí já tinha companhia: o Tarutaru Blackmage Dukkturr, que já havia aprendido um ou dois truques na minha ausência. Ainda assim, descobri que alt+tab fazia o jogo travar, que ele não aceita nenhum dos controles que eu tenho aqui e que a mistura bizarra de frustração com determinação é um bom combustível pra te manter acordado.
Foi só lá pelas 2:45 da manhã que eu consegui descobrir como acessar o menu (shift e -, combinação mais intuitiva do mundo), configurar os comandos pra serem compatíveis ao meu "teclado compacto" e começar a jogar que nem gente. Mas aí o texto ficou longo, então eu conto como foi o fim dessa aventura noturna no compacto com o próximo dia, pode ser?
Pode, né.
Fernando Mucioli, Espírito da Perseverança
Na verdade a coisa toda terminou logo antes de saírmos. Rapidamente entrei no jogo e nesse momento nasceu Kabalski, o Monk Galkan da República de Bastok. Porque os grandões são mais fortes e másculos. Principalmente na parte que usa uma sunguinha com buraco pro rabo (literal, não metafórico) passar pro lado de fora. E aí pedi um tempinho só pra checar os controles. Deus, o horror.
Os primeiros... dez (?) minutos foram gastos na vã tentativa de andar. Sim, andar. Eu tinha ali um gigante peludo e musculoso, dotado de punhos que poderiam derrubar uma montanha, mas não conseguia sair do lugar. Teclado, nada. Mouse, nada. Galinha e farofa na encruzilhada, nada. E não ajudava muito o fato do jogo não ter nenhuma interface gráfica permanente. É a janelinha de log/chat e olhe lá.
Depois de muito sofrer descobri que era preciso clicar com o botão esquerdo do mouse e segurá-lo, apontando na direção desejada. Aí o bicho andava. Como se pode imaginar, manobrar o personagem nesse esquema de controles é tão simples quanto pilotar uma escavadeira com os pés. Leprosos.
Findo o sofrimento (ou pelo menos parte dele) decidi - ou decidiu, já que quem o fez de verdade foi a patroa - que estávamos em cima da hora para ir no cinema. "Ok", pensei. "É só fechar o jogo aqui e... como se desliga essa merda?". E lá se foram mais algumas centenas de segundos preciosos da vida perdidos para simplesmente sair do jogo. Eu não estava tentando fazer nada de complicado, juro. Só FECHAR O PROGRAMA. Eu ainda não tinha conseguido achar a PORCARIA DO MENU, no qual eu teria uma vã esperança de liberdade. Esc não fazia nada. Ok, era até esperado. ALT+F4, porém, também não fazia nada - e nesse momento o propecto de ficar preso para sempre num MMORPG onde eu não conseguia nem andar me pareceu particularmente assustador.
Um /logout resolveu o problema. Idéia da cabeça pensante do relacionamento, óbvio. Ainda sim, o jogo demora seus bons 30 segundos só pra desligar. Me soou como algo do tipo:
"Olha, o viciadinho quer parar. Quer mesmo? Tem certeza? Vou te dar trinta segundos pra pensar melhor e perceber a besteira que está fazendo. Vem, joga só mais cinco minutinhos."
De qualquer forma, me livrei dos encantos digiteis e fui assistir Harry Potter no IMAX. Filme bom. Quase gorfei durante os 15 minutos em 3D. Mas bom mesmo assim.
Na volta, me senti especialmente corajoso para outra tentativa - mas aí já tinha companhia: o Tarutaru Blackmage Dukkturr, que já havia aprendido um ou dois truques na minha ausência. Ainda assim, descobri que alt+tab fazia o jogo travar, que ele não aceita nenhum dos controles que eu tenho aqui e que a mistura bizarra de frustração com determinação é um bom combustível pra te manter acordado.
Foi só lá pelas 2:45 da manhã que eu consegui descobrir como acessar o menu (shift e -, combinação mais intuitiva do mundo), configurar os comandos pra serem compatíveis ao meu "teclado compacto" e começar a jogar que nem gente. Mas aí o texto ficou longo, então eu conto como foi o fim dessa aventura noturna no compacto com o próximo dia, pode ser?
Pode, né.
Fernando Mucioli, Espírito da Perseverança
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Histórias de XI
E aí que eu comecei a jogar Final Fantasy XI.
E quase que instantaneamente as vozes do além começaram a gritar: "Espera sair o XIV!", "Desinstala!", "Porque você tá fazendo isso com a sua vida!", "Faz-se carreto!".
Silêncio, cazzo, silêncio. Eu estou jogando Final Fantasy XI porque já tá pra sair o XIV. Porque o meu sentido de jornalista sem diploma me diz que, pra entender um é legal ter entendido o outro. E vice-versa. E o direito de ouvir essas outras vozes - as que saem da região posterior esquerda do meu cérebro - ninguém me tira.
Então, pelo menos enquanto durar o Free Trial no qual me inscrevi com tanto amor no coração, pretendo manter aqui um pequeno Querido Diário do meu retorno (ainda que breve) aos Mumorpegers. Have at you.
Dia #00
Geralmente quando vamos fazer essas coisas, começamos do começo. E aqui começar do começo quer dizer fazer um download de pouco mais de 2GB. Por HTTP. Via FilePLanet. Isso em termos leigos a gente resume na curta frase "Coisinha Linda de Deus".
Tanto que eu não fiz o download. Rá. Meu parceiro, sobre o qual falarei mais tarde, fez o serviço sujo, queimou um DVD e, depois de um jantar regado à pizza, entregou-me. Mas botar o bendito disco óptico no drive foi apenas o começo de uma noite torturando tentando instalar um reles joguinho.
O nome dessa tortura é PlayOnline.
Essa aberração da natureza é um serviço que gerencia conta de vários jogos online da época do PlayStation 2. Um deles era o SOCOM que saiu na época. Outro era Monster Hunter. O outro era Final Fantasy XI. E ele ainda é usado. Inclusive no PC. Inclusive no Xbox 360.
Pra resumir a conversa e proteger o caro leitor do sofrimento eterno, funciona mais ou menos assim: você cria uma conta de Trial de FFXI. Pra poder criar uma contra na PlayOnline. Pra poder criar uma conta de FFXI. Pra poder criar um (ou dois, ou três) personagens na porcaria do jogo.
E ele não deixa nem escolher a conta direito. Depois de exigir um endereço oficial completinho mais sua ficha criminal até a sétima geração ancestral, ele te gera um login formado por oito caracteres aleatórios. Letras e números. Mas se fosse só isso, tava excelente. Depois ele inventa um tal de "e-mail" da PlayOnline que você usa pra mandar e receber mensagens de DENTRO DO JOGO. Quer dizer que se eu quiser adicionar um amigo, eu não posso adicionar um amigo NO JOGO QUE EU QUERO JOGAR. Eu preciso adicionar ele NA CONTA QUE GERENCIA A CONTA QUE GERENCIA A CONTA QUE GERENCIA O PERSONAGEM. Ou algo assim,
E o endereço desse e-mail - ho ho ho - é algo do tipo "x9182039180484@PlayOnline". E eu não to nem brincando. Ao terminar a coisa, o jogo fala SALVE ESSAS INFORMAÇÕES. Não salvou na mão, usando um Notepad ou variante? LOL já era.
Ao ver que esse processo estava terminado, fiquei feliz ao imaginar que estava a um passo de começar a me aventurar. Mas fiquei triste de novo rapidinho quando vi que o jogo precisava baixar mais de 19 mil arquivos de atualização. Mandei a Square Enix tomar no cu e fui dormir.
Fernando Mucioli volta amanhã, com outro Dia e outra história
E quase que instantaneamente as vozes do além começaram a gritar: "Espera sair o XIV!", "Desinstala!", "Porque você tá fazendo isso com a sua vida!", "Faz-se carreto!".
Silêncio, cazzo, silêncio. Eu estou jogando Final Fantasy XI porque já tá pra sair o XIV. Porque o meu sentido de jornalista sem diploma me diz que, pra entender um é legal ter entendido o outro. E vice-versa. E o direito de ouvir essas outras vozes - as que saem da região posterior esquerda do meu cérebro - ninguém me tira.
Então, pelo menos enquanto durar o Free Trial no qual me inscrevi com tanto amor no coração, pretendo manter aqui um pequeno Querido Diário do meu retorno (ainda que breve) aos Mumorpegers. Have at you.
Dia #00
Geralmente quando vamos fazer essas coisas, começamos do começo. E aqui começar do começo quer dizer fazer um download de pouco mais de 2GB. Por HTTP. Via FilePLanet. Isso em termos leigos a gente resume na curta frase "Coisinha Linda de Deus".
Tanto que eu não fiz o download. Rá. Meu parceiro, sobre o qual falarei mais tarde, fez o serviço sujo, queimou um DVD e, depois de um jantar regado à pizza, entregou-me. Mas botar o bendito disco óptico no drive foi apenas o começo de uma noite torturando tentando instalar um reles joguinho.
O nome dessa tortura é PlayOnline.
Essa aberração da natureza é um serviço que gerencia conta de vários jogos online da época do PlayStation 2. Um deles era o SOCOM que saiu na época. Outro era Monster Hunter. O outro era Final Fantasy XI. E ele ainda é usado. Inclusive no PC. Inclusive no Xbox 360.
Pra resumir a conversa e proteger o caro leitor do sofrimento eterno, funciona mais ou menos assim: você cria uma conta de Trial de FFXI. Pra poder criar uma contra na PlayOnline. Pra poder criar uma conta de FFXI. Pra poder criar um (ou dois, ou três) personagens na porcaria do jogo.
E ele não deixa nem escolher a conta direito. Depois de exigir um endereço oficial completinho mais sua ficha criminal até a sétima geração ancestral, ele te gera um login formado por oito caracteres aleatórios. Letras e números. Mas se fosse só isso, tava excelente. Depois ele inventa um tal de "e-mail" da PlayOnline que você usa pra mandar e receber mensagens de DENTRO DO JOGO. Quer dizer que se eu quiser adicionar um amigo, eu não posso adicionar um amigo NO JOGO QUE EU QUERO JOGAR. Eu preciso adicionar ele NA CONTA QUE GERENCIA A CONTA QUE GERENCIA A CONTA QUE GERENCIA O PERSONAGEM. Ou algo assim,
E o endereço desse e-mail - ho ho ho - é algo do tipo "x9182039180484@PlayOnline". E eu não to nem brincando. Ao terminar a coisa, o jogo fala SALVE ESSAS INFORMAÇÕES. Não salvou na mão, usando um Notepad ou variante? LOL já era.
Ao ver que esse processo estava terminado, fiquei feliz ao imaginar que estava a um passo de começar a me aventurar. Mas fiquei triste de novo rapidinho quando vi que o jogo precisava baixar mais de 19 mil arquivos de atualização. Mandei a Square Enix tomar no cu e fui dormir.
Fernando Mucioli volta amanhã, com outro Dia e outra história
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Marca essa aí pra mim
Como de acordo com os leitores o post anterior foi "muito ontem" e como que feito por um roteirista da Globo - sem nem tentar ser original - me abstenho de postar alguma coisa hoje pra retomar amanhã - sexta - ou no dia seguinte.
O assunto e a abordagem já tão na agulha. Possivelmente será algo que exigirá um pouco mais de meio neurônio para escrever e/ou para ler.
Esse negócio de escrever blog é difícil.
Fernando Mucioli, só Fernando Mucioli hoje
O assunto e a abordagem já tão na agulha. Possivelmente será algo que exigirá um pouco mais de meio neurônio para escrever e/ou para ler.
Esse negócio de escrever blog é difícil.
Fernando Mucioli, só Fernando Mucioli hoje
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Prime Time
Como a minha lista anterior fez um estrondoso (?) sucesso (??) entre os muitos (???) leitores desssa poçilga que eu chamo de blog, farei hoje outra - cujo tema me ocorreu hoje enquanto esquentava minha deliciosa refeição noturna.
Trata-se de séries de TV que poderiam ter seus próprios videogames. Mas não coisas muito fáceis como um CSI da vida, ou The Mentalist ou Fringe ou os outros trezentos bilhões de seriados policiais com CIÊNCIA! misturado. Vamos tentar algo diferente.
Two and a Half-Men: The Game
Controle o galanteador Charlie Harper e ajude-o a pegaro maior número de "gatas" possível no melhor estilo simulador de encontro japonês - talvez até com estilo mangá? Jake, Alan, a mãe-deles-que-eu-esqueci-o-nome e outros NPCs figurinhas carimbada da série também marcam presença. Minigamezinho com nosso herói queixudo ao piano tocando para o sobrinho desafinado? Garantido.
The Fresh Prince of Bel-Air
Coletânea de minigames no estilo Wario Ware estrelada pelos nossos queridos membros da família Banks. Horas e horas de diversão com a Academia Carlton de Dança, o Arremesso de Jazz, Compras com Hillary, As Aventuras do Mascote do Time de Basquete e Ajude Will a Escapar do Valentão da Abertura. A Mãe e a Ashley só aparecem no fim de cada joguinho pra dar os pontos, though. Se der pra fazer uma versão em chiptune do tema de abertura, melhor ainda.
Cooking Mama: Hell's Kitchen
Mesmo princípio do simulador culinário para Nintendo DS - mas substitua a simpática mamãe por um retardado que berra SÓ os pedidos inteiros. Nada de ingredientes, nada de passos, nada de dicas nada de NADA. Nem texto pra ter como referência, porque ele FALA uma vez o prato e tá de bom tamanho. Se errar uma vez, leva bronca no estilo Mr.Resetti em Animal Crossing (algo como escrever mil vezes "Eu não vou mais tentar Cozinhar"). Se errar duas, ele apaga seu save. Se errar três, causa um curto no DS. Fala que sabe preparar Kimchi agora, papudo.
...e é, acho que não vai sair mais nada hoje. Esse heróis precisam parar de tentar frustrar meus planos de dominação do mundo.
Fernando Mucioli, gênio do seu tempo
Trata-se de séries de TV que poderiam ter seus próprios videogames. Mas não coisas muito fáceis como um CSI da vida, ou The Mentalist ou Fringe ou os outros trezentos bilhões de seriados policiais com CIÊNCIA! misturado. Vamos tentar algo diferente.
Two and a Half-Men: The Game
Controle o galanteador Charlie Harper e ajude-o a pegaro maior número de "gatas" possível no melhor estilo simulador de encontro japonês - talvez até com estilo mangá? Jake, Alan, a mãe-deles-que-eu-esqueci-o-nome e outros NPCs figurinhas carimbada da série também marcam presença. Minigamezinho com nosso herói queixudo ao piano tocando para o sobrinho desafinado? Garantido.
The Fresh Prince of Bel-Air
Coletânea de minigames no estilo Wario Ware estrelada pelos nossos queridos membros da família Banks. Horas e horas de diversão com a Academia Carlton de Dança, o Arremesso de Jazz, Compras com Hillary, As Aventuras do Mascote do Time de Basquete e Ajude Will a Escapar do Valentão da Abertura. A Mãe e a Ashley só aparecem no fim de cada joguinho pra dar os pontos, though. Se der pra fazer uma versão em chiptune do tema de abertura, melhor ainda.
Cooking Mama: Hell's Kitchen
Mesmo princípio do simulador culinário para Nintendo DS - mas substitua a simpática mamãe por um retardado que berra SÓ os pedidos inteiros. Nada de ingredientes, nada de passos, nada de dicas nada de NADA. Nem texto pra ter como referência, porque ele FALA uma vez o prato e tá de bom tamanho. Se errar uma vez, leva bronca no estilo Mr.Resetti em Animal Crossing (algo como escrever mil vezes "Eu não vou mais tentar Cozinhar"). Se errar duas, ele apaga seu save. Se errar três, causa um curto no DS. Fala que sabe preparar Kimchi agora, papudo.
...e é, acho que não vai sair mais nada hoje. Esse heróis precisam parar de tentar frustrar meus planos de dominação do mundo.
Fernando Mucioli, gênio do seu tempo
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Dinheiro, Mulheres
Não me reprimam porque eu falo demais de mulheres aqui. Primeiro porque o blog é meu e eu falo do que eu quiser. Segundo porque eu gosto delas, vou fazer o quê?
Gosto mais da minha, obviamente, mas de um modo geral acho que a feminilidade foi uma boa adição da natureza a esse mundo cheio de seres peludos, folhudos, escamudos e penudos. O planeta seria um lugar menos interessante e aprazível sem elas. Talvez mais simples, mas mais interessante e aprazível sem dúvida.
É por isso que eu odeio a Lara Croft.
Não é que eu odeio só a Lara Croft. Eu odeio que tentem usá-la como símbolo máximo da representação cromossômica XX entre nós. E também odeio quem teve essa idéia pra começo de conversa e/ou tenta capitalizar em cima da figura dela nesse sentido.
Lara Croft não é uma mulher ("duh, você não precisava me dizer isso!"), é uma aberração que usa shortinho de dançarina de axé e tem lábios maiores do que deveria. E definitivamente grandes mulheres não se fazer valer por usarem roupas apertadas e posarem de bad grrrrrrrrrllllls.
Mas como o meu negócio, como bem mencionado na minha descrição pessoal ali em cima, é o que vem de além-mar, vou dar meus pitacos a respeito de duas queridinhas do universo RPGzístico nipo-japonês. A saber:
- Aerith (ou Aeris, pra mim tanto faz)
Meiga, curadora, de vestidinho rosa, vendedora de flores. Uma meiguisse só, certo? Pfff.
Presta só atenção: o curto disco em que ela ficou viva em Final Fantasy VII, passou abusando psicologicamente do pobre menino emo de cabelos loiros. Obviamente ela NUNCA quis nada com ele - só deixava ele pensar que era especial, quando na verdade só tava servindo como o outro de um outro cidadão que já tinha batido as botas.
Pra piorar, ainda mandou o homem da espada gigante (que só estava lá para compensar alguma outra coisa, imagino) num guilt trip dos infernos que basicamente guiou o resto do jogo todo.
Sério, mais de 60 horas baseadas nas aventuras do cara que ficou magoadinho porque o seu ídolo (que nunca ligou pra ele) matou a sua musa (que nunca ligou pra ele). Boa, campeão.
- Rinoa
O caso aqui é mais ou menos o mesmo, mas com as ridicularidades acentuadas. A guerrilheira que usa o próprio cachorro como canhão só queria dar uns pegas no Seifer. Só isso. Ela não queria o menino emo (outro?) chorão e cheio de angústia adolescente - queria o valentão da escola.
Mas aí em certa parte da história tudo vira um melodrama doido e os dois - a moça liberal e o Senhor "Vá Conversar com Uma Parede" - de repente não vivem um sem o outro. É uma "história de amor" tão genuína quanto a dos sprites masculino e feminino ao fim de cada fase do X-Man de Atari.
De quem eu gosto, então? Dessas Final Fantazetes é fácil: Yuna. Uma das únicas mulheres corajosas e bem resolvidas que vi num videogame. Sem contar que ela protagonizou a cena de sexo velado mais bem feita da história. Mas aí tinha que vir a Square ferrar tudo com FFX-2. Mas dessa mágoa eu falo numa outra oportunidade.
Aliás, nesse mesmo assunto, o Gabriel vive dizendo como a Jade, de Beyond Good & Evil, é espetacular em todos os aspectos. Eu não joguei, então não sei. Mas podem acreditar na opinião dele que, diferente da minha, vale mais do que um pacote de bolacha Maria.
Fernando Mucioli E a Caixa de Sabão Solitária
Gosto mais da minha, obviamente, mas de um modo geral acho que a feminilidade foi uma boa adição da natureza a esse mundo cheio de seres peludos, folhudos, escamudos e penudos. O planeta seria um lugar menos interessante e aprazível sem elas. Talvez mais simples, mas mais interessante e aprazível sem dúvida.
É por isso que eu odeio a Lara Croft.
Não é que eu odeio só a Lara Croft. Eu odeio que tentem usá-la como símbolo máximo da representação cromossômica XX entre nós. E também odeio quem teve essa idéia pra começo de conversa e/ou tenta capitalizar em cima da figura dela nesse sentido.
Lara Croft não é uma mulher ("duh, você não precisava me dizer isso!"), é uma aberração que usa shortinho de dançarina de axé e tem lábios maiores do que deveria. E definitivamente grandes mulheres não se fazer valer por usarem roupas apertadas e posarem de bad grrrrrrrrrllllls.
Mas como o meu negócio, como bem mencionado na minha descrição pessoal ali em cima, é o que vem de além-mar, vou dar meus pitacos a respeito de duas queridinhas do universo RPGzístico nipo-japonês. A saber:
- Aerith (ou Aeris, pra mim tanto faz)
Meiga, curadora, de vestidinho rosa, vendedora de flores. Uma meiguisse só, certo? Pfff.
Presta só atenção: o curto disco em que ela ficou viva em Final Fantasy VII, passou abusando psicologicamente do pobre menino emo de cabelos loiros. Obviamente ela NUNCA quis nada com ele - só deixava ele pensar que era especial, quando na verdade só tava servindo como o outro de um outro cidadão que já tinha batido as botas.
Pra piorar, ainda mandou o homem da espada gigante (que só estava lá para compensar alguma outra coisa, imagino) num guilt trip dos infernos que basicamente guiou o resto do jogo todo.
Sério, mais de 60 horas baseadas nas aventuras do cara que ficou magoadinho porque o seu ídolo (que nunca ligou pra ele) matou a sua musa (que nunca ligou pra ele). Boa, campeão.
- Rinoa
O caso aqui é mais ou menos o mesmo, mas com as ridicularidades acentuadas. A guerrilheira que usa o próprio cachorro como canhão só queria dar uns pegas no Seifer. Só isso. Ela não queria o menino emo (outro?) chorão e cheio de angústia adolescente - queria o valentão da escola.
Mas aí em certa parte da história tudo vira um melodrama doido e os dois - a moça liberal e o Senhor "Vá Conversar com Uma Parede" - de repente não vivem um sem o outro. É uma "história de amor" tão genuína quanto a dos sprites masculino e feminino ao fim de cada fase do X-Man de Atari.
De quem eu gosto, então? Dessas Final Fantazetes é fácil: Yuna. Uma das únicas mulheres corajosas e bem resolvidas que vi num videogame. Sem contar que ela protagonizou a cena de sexo velado mais bem feita da história. Mas aí tinha que vir a Square ferrar tudo com FFX-2. Mas dessa mágoa eu falo numa outra oportunidade.
Aliás, nesse mesmo assunto, o Gabriel vive dizendo como a Jade, de Beyond Good & Evil, é espetacular em todos os aspectos. Eu não joguei, então não sei. Mas podem acreditar na opinião dele que, diferente da minha, vale mais do que um pacote de bolacha Maria.
Fernando Mucioli E a Caixa de Sabão Solitária
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Tem, mas acabou
Eu juro que ía postar um negócio hoje. No duro. Mas não vou.
Porquê? Porque eu tô morrendo de sono e vou ter preguiça de digitar todo o post. Mas ele já tá na cabeça. E é sobre mulheres.
Enquanto isso fiquem com o meu novo avatar ali do lado. Versão em pixel da minha cara assutada, registrada em algum lugar do passado. O trabalho, obviamente é da patroa, que começou uma série de sprites SD de BlazBlue lá no blog dela.
Então, regozijem em júbilo: vão lá ver o trabalho da melhor pixel artist da quebrada, comentem e dêem sugestões enquanto eu não tomo vergonha na cara para postar algo decente.
Peace Out.
Fernando Mucioli é explorador do trabalho alheio e não sente o menor remorso por isso
Porquê? Porque eu tô morrendo de sono e vou ter preguiça de digitar todo o post. Mas ele já tá na cabeça. E é sobre mulheres.
Enquanto isso fiquem com o meu novo avatar ali do lado. Versão em pixel da minha cara assutada, registrada em algum lugar do passado. O trabalho, obviamente é da patroa, que começou uma série de sprites SD de BlazBlue lá no blog dela.
Então, regozijem em júbilo: vão lá ver o trabalho da melhor pixel artist da quebrada, comentem e dêem sugestões enquanto eu não tomo vergonha na cara para postar algo decente.
Peace Out.
Fernando Mucioli é explorador do trabalho alheio e não sente o menor remorso por isso
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