segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tem, mas acabou

Eu juro que ía postar um negócio hoje. No duro. Mas não vou.

Porquê? Porque eu tô morrendo de sono e vou ter preguiça de digitar todo o post. Mas ele já tá na cabeça. E é sobre mulheres.

Enquanto isso fiquem com o meu novo avatar ali do lado. Versão em pixel da minha cara assutada, registrada em algum lugar do passado. O trabalho, obviamente é da patroa, que começou uma série de sprites SD de BlazBlue lá no blog dela.

Então, regozijem em júbilo: vão lá ver o trabalho da melhor pixel artist da quebrada, comentem e dêem sugestões enquanto eu não tomo vergonha na cara para postar algo decente.

Peace Out.

Fernando Mucioli é explorador do trabalho alheio e não sente o menor remorso por isso

domingo, 2 de agosto de 2009

Estratégia. Do grego...

Dia desses eu tava pensando em como a gente não aprende mais nada de verdade a partir de certo ano da escola. Na sétima ou oitava série, acho. Depois disso o negócio é tentar memorizar a maior quantidade de lixo possível pra chegar no fim do bimestre e tirar nota.

Um ou outro professor ainda tentam o velho discurso do "Gente, o importante é aprender. Não pensem na nota". Ok. A pergunta que a sua mãe fazia quando pegava o boletim era "Filho, o aprendeu tudo direitinho?" e não "Porque isso tá cheio de nota vermelha, seu burro?". Vai crendo.

É por isso, irmãos, que eu jogo RPG com FAQ do lado. Com duas exceções:

1. Zelda. Porque ele é mais jogo de Aventura do que RPG.
2. Final Fantasy. Porque esses a gente termina mesmo que não tenha braços pra botar nas costas.

Eu já discuti aqui a relação entre jogabilidade e história (então deixem de ser preguiçosos e vão lá dar uma olhadinha po) então não vou fazer isso de novo. Limito-me a dizer que eu jogo RPGs justamente pra saber como aquelas crianças inxeridas e seu cachorro pulguento vão impedir que o vilão andrógino destrua o planeta - não qual a combinação de espada, posicionamento, sorte, acessórios e magias vai causar mais dano em um turno.

Eu quero nota, não fingir que estou aprendendo.

O meu uso dos gloriosos guias escritos, porém, não é generalizado. A ajuda divina só é requisitada em casos pontuais - a saber, chefes. Cheguei lá num grandão. Pauso, consulto (ou peço pra patroa consultar) meu Walkthrough favorito em busca de possíveis pontos fracos ou particularidades que vão me fazer arrancar cabelos, duplo-checo as condições do grupo e vou pra peleja.

Não me incomoda no mínimo explorar calabouços e passar pelos encontros (às vezes) aleatórios - até me divirto com esses. E sim, eu adoro pegar nível. Poderia ficar horas só fazendo isso. Se tiver alguma habilidade pra aprender junto então (série Tales, estou olhando pra você), deus-me-livre-guarde. Mas também não tenho nenhum saco pra encarar os grandões sozinho. Muito grandões pro meu gosto.

A título de curiosidade, minhas mais recentes vítimas são Persona 4 - guia pra conseguir nível máximo em todas as comunidades - e Devil Summoner Raidou 2 - estatísticas dos chefes. Ambos bastante recomendados tanto no fator Scooby Doo quanto no fator Fight-Magic-Item-Run.

Já mencionei que eu quase levei bomba no terceiro colegial?

Fernando Mucioli, sujeitinho nojento

quinta-feira, 30 de julho de 2009

É o amor

Apesar do jeito de galã não transparecer, passei a maior parte da minha breve vida solteiro. Procurando a donzela ideal. Depois de muito andarilhar, pimba! achei. E ela é, muito para minha felicidade, uma garota que joga videogame.

E quando eu falo de garotas que jogam videogame eu não faço - deus me livre - referência nenhuma à equipes de Counter Strike ou Starcraft. Estou falando de jogos de gente. De meninas de verdade que jogam games de verdade. E que não fazem do tópico do dia o fato delas serem espécimes raras dessas criaturas lendárias.

PROTIP: Você não precisa ser exxxtrema pra mostrar que que joga. Tá tudo bem. Ninguém vai te julgar por isso.

Ela e eu dividimos os mesmos gostos ecléticos - RPG, luta, nave, bocha - e por isso fatalmente acabando jogando as mesmas coisas. Às vezes ela joga lá. Às vezes ela joga aqui. Como é o caso com Fallout 3: como eu que tenho a Caixa, ela senta aqui do meu lado enquanto eu faço qualquer porcaria no computador. Mas temos dois personagens diferentes em campanhas diferentes com roteiros diferentes.

Isso também é fidelidade. Fidelidade videogamística.

Existe um trato solene, nunca dito, nunca discutido e nunca desrespeitado. Eu mesmo quase sofri forte repreensão física por brincar com a idéia de quebrá-lo.

Alguns tópicos da boa convicência entre casais imersos no vício:

- Passar na frente (na história) do outro, pode - mas nunca NA FRENTE (no campo visual) do outro.
- Jogos começados em co-op são terminados em co-op. Sem exceções. Incluindo o World Tour de Rock Band.
- Um pode assistir o outro jogando alguma coisa, mas vai contra as regras da produtividade repetir o processo com os papéis trocados. Quem não jogo pode fazê-lo uma vez que seja de forma separada.
- No caso de jogos com vários finais, quem terminou primeiro ganha o direito de assistir o fim alternativo conquistado pelo outro.
- Níveis de dificuldades de outras opções devem ser definidas mediante a comum acordo.
- Spoilers são permitidos apenas sob permissão expressa, assinada e autenticada.
- Homens, não sejam animais de teta. Talvez elas demorem um pouco pra aprender a jogar como você acha que é o jeito certo de jogar.
- Mulheres, tenham paciência. Eles são animais de teta que acham que entendem alguma coisa.

Fernando Mucioli, gentleman

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Malditas crianças no meu quintal

Quando se ser trapaceiro virou uma coisa ruim? Onde foi que nós erramos?

Sim, porque nem sempre as coisas foram como são hoje. Limpinhas, caseiras, separadas por cabos de conexão banda larga e televisões de alta definição.

O mundo na era de ouro (ou seria de prata?) dos videogames era sujo, violento - uma selva. Mas era justo: o forte sobrevivia por seu próprio mérito. E quem tinha os truques, tinha o poder. Era só para alguns segundos na frente da máquina para, com alguns toques, botar Iori "Oróxe" e Leona "Chupacabra" na tela de seleção de The King of Fighters '97 para chamar a atenção. Era um jeito de dizer eu não sou só mais um, me respeitem.

O mesmo para quem descobria as passagens secretas, a sequência do Sound Test para habilitar vidas infinitas e seleção de fases e que se você ligasse o console com uma fita, tirasse ela - com o bicho ainda ligado - e colocasse OUTRA no lugar, abria algum extra. Ou queimava o videogame e destruía a fita.

Mas o foco de hoje não é esse.

Se reparar bem, todo o conceito de fliperama era mais ou menos de uma casa de jogo ilegal controlada pela máfia.

Você tinha o cara que vendia as fichas - e que também fazia vezes de contador - e os clientes casuais, que aparecem de vez em quando, jogam e vão embora sem que ninguém ligue muito pra eles. Tem também aquele rapaz da alta sociedade que sempre morreu de vontade de se misturar com as "pessoas normais". Mas esse fatalmente vai ficar só olhando.

Do outro lado do espectro temos os viciados - esses, os mais perigosos. Eles fogem das suas obrigações diárias (no caso, aquela aula de matemática) e gastam todas as suas economias (no caso, os passes escolares ou o dinheiro do lanche) para passar a tarde toda jogando alguma coisa. Qualquer coisa. Na falta de algo bom, qualquer Crouching Tiger Hidden Dragon 2003 Super Plus serve. Um viciado não escolhe.

E aí finalmente temos o Don. O chefe. O maioral. O cara que sabe que pode fazer aquele combo infinito com o Chang Koehan, mas corre o risco de travar a máquina no 83o golpe caso algum dos golpes ímpares acerte em crítico. Mas tudo bem. Porque diferente dos outros que estão ali, ele não precisa chamar o Leão de Chácara para resetar a máquina. O Leão vem até ele.

É em torno dele que todos os outros jogadores se reúnem - não importa o que ele vai jogar. Mesmo que ele não jogue nada. É ele que tem um amigo no Japão que conta TODOS os segredos dos próximos jogos. É dele que o cashier não vai cobrar, caso ele esteja sem trocado naquele dia. Se bobear, arruma algum lacaio pra roubar um round, uma luta ou uma ficha.

"Deixa que eu garanto essa", diz ele seguido de um beijo da morte

Quem viveu, viu. Eram dias selvagens em terras de ninguém. E hoje nego não pode nem atravessar uma paredinha em paz. Frangotes.

Fernando Mucioli só joga jogos hardcore feitos para jogadores hardcore como ele mesmo

terça-feira, 28 de julho de 2009

Aprecie com moderação (Bonus Track!)

Hoje eu ía consertar a minha bateria. Não vou mais.
Eu ía fazer um post novo decente. Não vou mais.
Ía dormir cedo*. Provavelmente não vou mais.

E porque? Por causa disso aqui:



Passar bem.

Fernando Mucioli atende por tengumaru na PSN

*Mentira®

Bonus Track!

Como o download da atualização do King of Fighters é mais que um Xbox e está me demorando mais de 9.000 minutos, decidir botar a mão na massa - ou no silver tape, no caso - e tentar consertar meu pedal do Rock Band seguindo esse "tutorial".

Eu gostaria de ter feito um vídeo com o processo todo, todo narrado com o maior carinho, mas fazer isso com a webcam aqui seria um cocô maior do que já foi. Então fiquem com a sessão de fotos.



Aqui os materiais necessários para a cirurgia. O pedal quebrado, silver tape, uma tesoura (de ponta redonda, como manda a tia da escola) e duas facas de pão. Porque Magaverzisse pouca é bobagem.*



Segundo estágio. Os dois pedaços do Titanic foram grudados preliminarmente com gloriosa Fita Prateada. Ficou torto e com um vão no meio. Mas a vida é assim.



Terceiro estágio. Facas de pão silverteipadas no corpo do meu novo encouraçado Potemkin formando uma tala titânica tarada de tungstênio transgênico, e tal.



Último estágio. Colocar o botão de volta na "casinha" foi um ânus sujo, fedido e peludo. Mas foi. Dei umas pisadinhas e tudo parece normal. Mas será que vai funcionar? Deixo esse mistério para uma próxima atualização.

*Pé não incluso

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Nada pessoal

Em luas passadas comecei a escrever um negócio chamado "10 Coisas que Metal Gear Solid NÃO é". Obviamente nunca terminei de escrever - e dizer isso é uma bondade danada, já que eu mal comecei a desenvolver o texto. Apesar dele nunca ter sido publicado, uma das idéias ficou aqui, presa em minha cabeça (não tão) cheia de cabelo, e pelo menos isso eu vou mandar descarga abaixo.

Metal Gear (Solid, Liquid, Gaseous, o que você quiser) não é bem escrito.

Pra dizer a verdade, a história de Metal Gear (Solid, Liquid, Gaseous, o que você quiser) é uma merda.

Antes de mais nada, deixa eu tirar isso da frente: eu gosto de brincar de esconde-esconde militar com subtemas homossexuais. Gosto mesmo. Menos do 2. E nem é por causa do Raiden ou da Rose, a mulher mais irritante da galáxia. É porque é tão quebrado/desequilibrado que não é nem engraçado. Os inimigos vão de portas a aves de rapina rápido demais pro meu gosto.

Ainda assim me espanta como (e com quanta frequência) as pessoas se embasbacam com a história da Cobra Sólida. Isso, se me permitem, é uma repetição clássica da Síndrome de Cinema Iraniano. Não faz sentido, aí eu não entendo. Eu não entendo, então deve ser profundo. É profundo, é genial. Clap clap clap!

Um roteiro sem pé nem cabeça com diálogos intragáveis, tocados por dubladores piores ainda. Star Trek descia a bronca no technobabble e todo mundo ria. Quando o Kojima faz isso, ele é intelectual. Quer um exemplo? Metal Gear Solid. Aquele japonês safado por acaso leu o Gene Egoísta? Entre isso e a história do Solid ter todos os genes dominantes (portanto sardento, sombrancelhudo e anêmico) e o Liquid todos os recessivos (portanto albino, hemofílico e com orelha colada na cabeça), defeco-me de rir.

Mas o 2 acho que ainda é o campeão dos diálogos sem pé nem cabeça e situações completamente irreais. Qualquer diálogo do Raiden com o Coronel é um bom exemplo do primeiro caso. "Did you mean NERD? HURR HURR DURR". A história do Hal "Comi Minha Mãe" Emmerich se encaixa no segundo. Coisa pior, só em novela do SBT. Não é profundo. Não é complexo. É irreal, exagerado e melodramático.

Com exceção dos inimigos retardados (todos eles, sem exceção), não tenho muitas reclamações a respeito do terceiro Metal Gear Solid. Ah sim: aquela musiquinha Snake Eater é outra merda. E tanto o sistema de camuflagem quanto o de medicina são furados. "Olha que realista, eu vou comer, me curar e trocar de roupa NUM MENU QUE PARA O TEMPO".

Mesmo com essas reclamações eu preciso dar o braço a torcer, porque tem uma coisa que o Kojima faz que (quase) ninguém mais faz. Ele envolve. Ele troca você e o personagem de lugar sem falar nada, sem ninguém perceber. Mistura os dois mundos. A luta contra Psycho Mantis, o fim de Sons of Liberty (quando o Coronel fica "doidão") e o duelo contra o The End em Snake Eater são ótimos exemplos disso.

Agora, se o seu negócio são histórias legais, vai jogar um Half-Life. Vai jogar um Prince of Persia, um Ace Attorney, qualquer coisa. Mas pare de babar ovo pra Metal Gear. Eu só falo pro seu bem.

Fernando Mucioli não fala para as massas. Ele as come.

sábado, 25 de julho de 2009

Nada

Hoje no blog não tem nada, mas é pra isso que servem os arquivos. Não é mesmo?
...
...
...


Ok, uma colher de chá pra quem se sentiu enganado ao entrar aqui hoje: Bonus Round do post de ontem:

- Atabaque Hero
Mistura revolucionária entre música e luta - algo como um Patapon 1x1. Bata no tambor no ritmo certo para invocar o seu Exú preferido e partir para a briga! Uma só nota, muitas possibilidades!

Obs.: Frango, farofa e velas vendidas separadamente

Fernando "me engana que eu gosto" Mucioli