Hoje no blog não tem nada, mas é pra isso que servem os arquivos. Não é mesmo?
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Ok, uma colher de chá pra quem se sentiu enganado ao entrar aqui hoje: Bonus Round do post de ontem:
- Atabaque Hero
Mistura revolucionária entre música e luta - algo como um Patapon 1x1. Bata no tambor no ritmo certo para invocar o seu Exú preferido e partir para a briga! Uma só nota, muitas possibilidades!
Obs.: Frango, farofa e velas vendidas separadamente
Fernando "me engana que eu gosto" Mucioli
sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Boa Idéia, Má Idéia
Um assunto recorrente das conversas que eu tenho com o Jefferson "Pao Pao Cafe" Kayo e o Takeshi "Mago do Flash" Oyama é a triste inexistência de jogos "muito-locos-véios" inspirados na história do Brasil.
Veja só você: temos games inspirados no faroeste americano. Nas guerras civis japonesas. Nas Cruzadas européias. Nas tribos africanas. Na antiguidade chinesa. E nossos velhos amigos - nós mesmos - ficam de fora?
Por isso, a equipe de um escritor do Kotowari preparou uma lista com várias sugestões pertinentes para criadores de jogos atentos aproveitarem todo o potencial do legado histórico desse Brasil varonil.
- Canudos & Conquer (Estratégia em Tempo Real)
Jogo de estratégia baseado no famoso conflito do nordeste brasileiro. Conselheiristas, rápidos, numerosos, fracos e com poderes mágicos - perfeitos para "zerg rushes" - contra Republicanos hi-tech armados até os dentes. Duas campanhas, muita diversão.
Nome alternativo: Command & Canudos
- Call of Duty: Paraguai Warfare ou Araguaia Warfare (Tiro em Primeira Pessoa)
Duas poossibilidades de FPS tupiniquins. Um enfrentado um ditador que se uniu a alienígenas para construiu um império na Terra, e outro controlando uma força tática especial cuja missão é libertar o país do domínio do supercomputador G.V.. Possíveis elementos de furtividade a la Metal Gear Solid nesse último.
- President Evil (Survival Horror)
Uma equipe especial da polícia federal se vê presa em um complexo miilitar/científico/umbandista criado com o intuíto de trazer à vida a Forma Definitiva de Getúlio Vargas. Sem muitos segredos aqui. Só poderíamos trocar os zumbis tradicionais por espíritos zombeteiros ou coisas do tipo.
- Cana Tycoon (Gerenciamento)
Você é o chefe de um engenho - faça-o crescer! Compre equipamentos de alta tecnologia para aumentar a produção e a produtividade! Mas cuidado, é bom manter o capataz por perto para motivar seus empregados quando ficarem cansados!
- Captain Quest (RPG)
Um jovem guiado por espíritos ancestrais parte numa viagem para salvar o mundo - e essa jornada passará por todos as "Capitanis", onde encontra amigos (como o simpático saci, praticante de artes marciais) e enfrenta criaturas terríveis (Cuca, Negrinho do Pastoreio).
- King of Quilombolas (Luta)
Dez aldeias, 30 lutadores, um só Rei! Jogo de luta que mistura mais variados estilos de capoeira (os reais e os que permitem que você solte uma bola de energia pelos pés) em um único torneio. O capoeirista de fogo e o capoeirista de gelo já são garantidos, mas nada impede a entrada de um Capitão do Mato aqui e um espírito da floresta ali.
Agora que todo o trabalho duro já foi feito, mãos à obra, sim?
Fernando J. Mucioli. "J" de "Jerico".
Veja só você: temos games inspirados no faroeste americano. Nas guerras civis japonesas. Nas Cruzadas européias. Nas tribos africanas. Na antiguidade chinesa. E nossos velhos amigos - nós mesmos - ficam de fora?
Por isso, a equipe de um escritor do Kotowari preparou uma lista com várias sugestões pertinentes para criadores de jogos atentos aproveitarem todo o potencial do legado histórico desse Brasil varonil.
- Canudos & Conquer (Estratégia em Tempo Real)
Jogo de estratégia baseado no famoso conflito do nordeste brasileiro. Conselheiristas, rápidos, numerosos, fracos e com poderes mágicos - perfeitos para "zerg rushes" - contra Republicanos hi-tech armados até os dentes. Duas campanhas, muita diversão.
Nome alternativo: Command & Canudos
- Call of Duty: Paraguai Warfare ou Araguaia Warfare (Tiro em Primeira Pessoa)
Duas poossibilidades de FPS tupiniquins. Um enfrentado um ditador que se uniu a alienígenas para construiu um império na Terra, e outro controlando uma força tática especial cuja missão é libertar o país do domínio do supercomputador G.V.. Possíveis elementos de furtividade a la Metal Gear Solid nesse último.
- President Evil (Survival Horror)
Uma equipe especial da polícia federal se vê presa em um complexo miilitar/científico/umbandista criado com o intuíto de trazer à vida a Forma Definitiva de Getúlio Vargas. Sem muitos segredos aqui. Só poderíamos trocar os zumbis tradicionais por espíritos zombeteiros ou coisas do tipo.
- Cana Tycoon (Gerenciamento)
Você é o chefe de um engenho - faça-o crescer! Compre equipamentos de alta tecnologia para aumentar a produção e a produtividade! Mas cuidado, é bom manter o capataz por perto para motivar seus empregados quando ficarem cansados!
- Captain Quest (RPG)
Um jovem guiado por espíritos ancestrais parte numa viagem para salvar o mundo - e essa jornada passará por todos as "Capitanis", onde encontra amigos (como o simpático saci, praticante de artes marciais) e enfrenta criaturas terríveis (Cuca, Negrinho do Pastoreio).
- King of Quilombolas (Luta)
Dez aldeias, 30 lutadores, um só Rei! Jogo de luta que mistura mais variados estilos de capoeira (os reais e os que permitem que você solte uma bola de energia pelos pés) em um único torneio. O capoeirista de fogo e o capoeirista de gelo já são garantidos, mas nada impede a entrada de um Capitão do Mato aqui e um espírito da floresta ali.
Agora que todo o trabalho duro já foi feito, mãos à obra, sim?
Fernando J. Mucioli. "J" de "Jerico".
quinta-feira, 23 de julho de 2009
"...e eu tenho um problema"

Venho, pois, através dessa, criar e estabelecer a irmandade conhecida como Conquistadores Anônimos.
Não, não falo de um clubinho para que Napoleão, Alexandre, César e Genghis Khan possam se reunir toda quarta-feira à noite depois do trabalho para sentar e comentar, com lágrimas nos olhos, quandos soldados inimigos deceparam, fuzilaram, mandaram decepar ou mandaram fuzilar no último trimestre.
Esse é um grupo para pessoas como eu e você. Anormais. Que estremecem quando ouvem aquele *po-con*, acompanhado de uma caixinha cinza que aparece assim, de repente, centralizada na parte de baixo da tela ou no cantinho superior direito, contendo uma linha de texto e um valor numérico acompanado da letra "G", assim mesmo, majestosa, em caixa alta. E que se irritam quando percebem que isso aconteceu porque um "amigo" entrou online.
Se fosse amigo, não faria você sofrer assim. Faria?
Lá tentamos deixar de lado a crença de que não existe jogo bom. Existe jogo lucrativo. Gamerscore por hora. PELO MENOS cem pontos na primeira sentada, ou a tremedeira não passa.
Nesse lugar incrível, profissionais altamente treinados ensinam que Avatar: The Burning Earth é uma tentação perigosa - porta de entrada para substâncias mais perigosas. E que não vale a pena imprimir 50 páginas daquele tópico de fórum que explica, passo a passo, como destravar todas as 276 cores, armas e cabelos daquele RPG coreano cujos personagens tem cabeças três vezes a largura dos seus troncos. E tem um simulador de relacionamentos.
Com cartas.
Enfim, uma irmandade para procurar apoio quando seus entes queridos não sabem o que fazer. Só não aceitamos jogadores de World of Warcraft. Para esses recomendamos eutanásia.
Aceitamos novos inscritos.
Fernando Mucioli, diretor-sócio-fundador.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Agora conta a do Papagaio #03
Stuart Beattie diz: "Halo é o Star Wars da nossa geração"
Resumo:
O roteirista de Piratas do Caribe gosta tanto de Halo que resolveu fazer ele mesmo, por conta, um script pra um filme baseado no jogo. Sem nem saber se o negócio vai pra frente. Ele jogou os jogos, leu os livros e provavelmente tem, pendurado na porta do armário, um pôster do Master Chief só de capacete. SÓ de capacete.
Punchline:
"Eu acho que nem todos os videogames devam ser transformados em filme, assim como nem todo livro deveria ser transformado em filme. Nem todo quadrinho deveria, mas alguns com certeza, porque são tão visuais*, os personagens são tão ricos e a mitologia é tão vasta que deveriam. Halo é certamente um dos 'deveriam'".
Ok Stewie, alguns fatos rápidos:
1) O meu dedão do pé esquerdo, aquele com micose, tem mais personalidade que o Master Chief.
2) Um picles gera histórias mais interessantes que o universo de Halo. Ver abaixo:
Pensando bem, o Master Chief É um grande picles hi-tech. Quanto potencial desperdiçado!
Fernando Mucioli não tem punchlines. Só punches.
Resumo:
O roteirista de Piratas do Caribe gosta tanto de Halo que resolveu fazer ele mesmo, por conta, um script pra um filme baseado no jogo. Sem nem saber se o negócio vai pra frente. Ele jogou os jogos, leu os livros e provavelmente tem, pendurado na porta do armário, um pôster do Master Chief só de capacete. SÓ de capacete.
Punchline:
"Eu acho que nem todos os videogames devam ser transformados em filme, assim como nem todo livro deveria ser transformado em filme. Nem todo quadrinho deveria, mas alguns com certeza, porque são tão visuais*, os personagens são tão ricos e a mitologia é tão vasta que deveriam. Halo é certamente um dos 'deveriam'".
Ok Stewie, alguns fatos rápidos:
1) O meu dedão do pé esquerdo, aquele com micose, tem mais personalidade que o Master Chief.
2) Um picles gera histórias mais interessantes que o universo de Halo. Ver abaixo:
Pensando bem, o Master Chief É um grande picles hi-tech. Quanto potencial desperdiçado!
Fernando Mucioli não tem punchlines. Só punches.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Habemos Hentai
Eu não penso em pornografia o tempo inteiro. Só quando é pertinente - conceito esse que é um tanto quanto relativo.
Foi pertinente, por exemplo, pensar em pornografia nesse post aqui. É pertinente, então, pensar em pornografia de novo agora que me bateu aquela vontade de continuar o assunto. De um jeito um pouquinho diferente.
Mais uma vez, a inspiração veio de fora: um amigo, que mora no Japão e acompanhou a "crise dos jogos eróticos" lá mais de perto, me mandou uma charge deveras interessante que me fez olhar a situação um pouco mais por baixo da saia - coisa que eu não estou acostumado a fazer.
Para quem não viu ou não se interessou em ver, o shitstorm causado quando redescobriram o Rapelay - aquele jogo de 2006 - foi maior do que o imaginado. O governo japonês fez com que muitos sites dedicados a jogos, ilustrações e mangás eróticos trancassem suas portas a visitantes do exterior e restringissem suas... área de atuação, digamos assim. Certas temáticas foram proibidas, desproibidas e, acho proibidas de novo. Os estupros virtuais fazem parte dessa categoria.
Whatever, dude - pensei. Fetiche escroto, vá lá. Mas estupro é outro papo. Eles certamente conseguem se virar sem isso.
Mas aí me bateu - ou melhor, a charge me bateu.
O que é mais frágil: uma "indústria" de fundo de quintal tocada por nerds com muito talento, imaginação e tempo hábil em feiras esporádicas e pela internet ou um negócio multimilionário - esse sim - atrai milhões de jovens (e não tão jovens assim) pra uma vida "fácil", com muito dinheiro e pouca dignidade? Faz com que elas, algumas nem bem com 18 anos, já se vejam humilhadas por dezenas de homens ao mesmo tempo? Bota as gurias pra comer baratas (é, o inseto) e uma variedade de dejetos humanos? Essa mesma que é protegida por poder financeiro, político e, obviamente, físico?
Claro que a escolha, no fim das contas, é da moça. Sempre existe escolha. Mas nesse caso, pelo menos a relação é cíclica: tem procura porque tem mercado, tem mercado porque tem procura.
É realmente ótimo que governos - ou quem quer que seja - queira inibir coisas que denigram a imagem da mulher (o que por si só já é algo complicado no Japão). Mas por favor: "dois pesos, duas medidas", não. É fácil pegar no pé dos nerds indefesos (perturbados, mas ainda assim indefesos) e achar que o problema está resolvido porque diminuiu a safadeza sofrida por gente que não existe.
Me acordem quando nego começar a levar as coisas a sério, se revoltar com o que vale a pena se revoltar e parar de fingir que se importa.
Fernando Mucioli pode não concordar com a sua tara secreta, mas vai lutar até a morte pelo direito do leitor de tocar sanfona para acetato e/ou namoradas cujo sobrenome sejam .jpg, .png, .gif e variantes.
Foi pertinente, por exemplo, pensar em pornografia nesse post aqui. É pertinente, então, pensar em pornografia de novo agora que me bateu aquela vontade de continuar o assunto. De um jeito um pouquinho diferente.
Mais uma vez, a inspiração veio de fora: um amigo, que mora no Japão e acompanhou a "crise dos jogos eróticos" lá mais de perto, me mandou uma charge deveras interessante que me fez olhar a situação um pouco mais por baixo da saia - coisa que eu não estou acostumado a fazer.
Para quem não viu ou não se interessou em ver, o shitstorm causado quando redescobriram o Rapelay - aquele jogo de 2006 - foi maior do que o imaginado. O governo japonês fez com que muitos sites dedicados a jogos, ilustrações e mangás eróticos trancassem suas portas a visitantes do exterior e restringissem suas... área de atuação, digamos assim. Certas temáticas foram proibidas, desproibidas e, acho proibidas de novo. Os estupros virtuais fazem parte dessa categoria.
Whatever, dude - pensei. Fetiche escroto, vá lá. Mas estupro é outro papo. Eles certamente conseguem se virar sem isso.
Mas aí me bateu - ou melhor, a charge me bateu.
O que é mais frágil: uma "indústria" de fundo de quintal tocada por nerds com muito talento, imaginação e tempo hábil em feiras esporádicas e pela internet ou um negócio multimilionário - esse sim - atrai milhões de jovens (e não tão jovens assim) pra uma vida "fácil", com muito dinheiro e pouca dignidade? Faz com que elas, algumas nem bem com 18 anos, já se vejam humilhadas por dezenas de homens ao mesmo tempo? Bota as gurias pra comer baratas (é, o inseto) e uma variedade de dejetos humanos? Essa mesma que é protegida por poder financeiro, político e, obviamente, físico?
Claro que a escolha, no fim das contas, é da moça. Sempre existe escolha. Mas nesse caso, pelo menos a relação é cíclica: tem procura porque tem mercado, tem mercado porque tem procura.
É realmente ótimo que governos - ou quem quer que seja - queira inibir coisas que denigram a imagem da mulher (o que por si só já é algo complicado no Japão). Mas por favor: "dois pesos, duas medidas", não. É fácil pegar no pé dos nerds indefesos (perturbados, mas ainda assim indefesos) e achar que o problema está resolvido porque diminuiu a safadeza sofrida por gente que não existe.
Me acordem quando nego começar a levar as coisas a sério, se revoltar com o que vale a pena se revoltar e parar de fingir que se importa.
Fernando Mucioli pode não concordar com a sua tara secreta, mas vai lutar até a morte pelo direito do leitor de tocar sanfona para acetato e/ou namoradas cujo sobrenome sejam .jpg, .png, .gif e variantes.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Hot Samus Pics and Videos

Ótimo. Agora que eu já tenho a sua atenção, clique no link em seguida e comece a assistir a melhor coisa relacionada a videogames já feita em outra mídia: There Will Be Brawl. É Super Smash Bros. meets Watchmen meets AWESOME.
Ah, tem essa Samus aí também. Em mais de um episódio, não se preocupem. Só não digo a partir de qual ela aparece.
E contrariando diretamente o que eu disse no post passado, eu minto sim. Pelo menos menti agora: só tenho uma foto da moça pra postar. Ta-ta!
Foi curto, mas foi de coração.
Crédito da foto: http://www.gregdestefano.com/
domingo, 19 de julho de 2009
Inocência Perdida
Hoje me dei conta de que eu adoro essas bisnaguinhas da Seven Boys. Sério, são as melhores. Além de serem as mais gostosas e macias, ficam assim por mais tempo mesmo depois que a gente abre o pacote - diferente das outras, que já secam no dia seguinte.
O que eu NÃO gosto, porém, é de gente que fala bobagem.
Foi o Doutor Cláudio "Hadovken" Prandoni quem botou no tuíter um artigo do Destructoid de reação a uma resolução recente da Federal Trade Comission, um órgão
que regula comércio nos Estados Unidos. Essa é, essencialmente, uma "cartilha" de como encarar os posts nos blogs de games e, nas entrelinhas, os classifica como não sendo jornalismo d verdade.
Essa é uma das bobagens.
Quem acompanha notícias por esse mundão sem portera sabe que existem blogs tão bons (senão melhores) do que sites grandes e "jornalísticos-de-verdade". Cito o Joystiq como um exemplo de blog bom em comparação ao GameSpot, site ruim salvas algumas exceções. Os rapazotes dão mais notícias, que são mais interessantes e que chegam aos Intertubos mais rápido. Talvez não com a profundidade e a contextualização devida, mas ainda sim é um blog muito bom.
A outra bobagem vem do próprio Destructoid - ele mesmo um dos blogs mais conhecidos do meio. Leiam o texto inteiro, se possível. Se impossível, eu resumo: a
conclusão do artigo é que "entusiastas de videogame" são mais confiáveis que "jornalistas 'de verdade'" e que os grandes sites são os que devem levantar suspeitas de corrupção, digamos assim. A segunda e a terceira bobagem.
Reação bunda-doída. Revoltadinha. Rebelde sem calças. Se hay govierno, soy contra!.
Como o texto do Destructoid bem diz, não só de anjos e/ou demônios são feitas as redações - sejam elas de blogs ou sites grandes e bem estruturados. Quer dizer que qualquer um deles pode produzir matérias incríveis - como algumas entrevistas que o 1UP faz com o Tomonobu Itagaki e a série de "entrevistas em cadeia" que o Kotaku fez logo depois da E3 de 2009 - e lixo com direito à moscas e xorume - o artigo sobre "Sound Novels" do próprio 1UP e, bom, todo o resto do jornalismo de fundo de quintal que o Kotaku regurgita todo dia.
Me perdoem os que seguem a filosofia explicitada acima. Sou contra ela, como já se pôde perceber. Nem sempre o pequeno é o puro, o coitado, o indefeso e, por isso mesmo, o guardão do que é certo e justo - como se uma coisa tivesse realmente algo a ver com a outra - enquanto o "sistema" é mau, enganador e manipulador. Coloca-se muito peso em um Gerstmanngate (que foi, obviamente, grave) e na corrupção dos grandes meios e esquece-se que, dia após dia, muita gente irresponsável lasca o dedo nos seus blogs.
Aliás, taí: se o jornalismo de grandes sites é corrupto, o jornalismo de blogs é irresponsável. Em ambos os casos, com relação à informação e à desinformação.
De qualquer forma, podem acreditar no qu eu digo: as bisnaguinhas Seven Boys são boas mesmo. Com requeijão, manteiga, ou até puras. Purinhas
Fernando Mucioli. Advogado do Diabo desde 1984.
O que eu NÃO gosto, porém, é de gente que fala bobagem.
Foi o Doutor Cláudio "Hadovken" Prandoni quem botou no tuíter um artigo do Destructoid de reação a uma resolução recente da Federal Trade Comission, um órgão
que regula comércio nos Estados Unidos. Essa é, essencialmente, uma "cartilha" de como encarar os posts nos blogs de games e, nas entrelinhas, os classifica como não sendo jornalismo d verdade.
Essa é uma das bobagens.
Quem acompanha notícias por esse mundão sem portera sabe que existem blogs tão bons (senão melhores) do que sites grandes e "jornalísticos-de-verdade". Cito o Joystiq como um exemplo de blog bom em comparação ao GameSpot, site ruim salvas algumas exceções. Os rapazotes dão mais notícias, que são mais interessantes e que chegam aos Intertubos mais rápido. Talvez não com a profundidade e a contextualização devida, mas ainda sim é um blog muito bom.
A outra bobagem vem do próprio Destructoid - ele mesmo um dos blogs mais conhecidos do meio. Leiam o texto inteiro, se possível. Se impossível, eu resumo: a
conclusão do artigo é que "entusiastas de videogame" são mais confiáveis que "jornalistas 'de verdade'" e que os grandes sites são os que devem levantar suspeitas de corrupção, digamos assim. A segunda e a terceira bobagem.
Reação bunda-doída. Revoltadinha. Rebelde sem calças. Se hay govierno, soy contra!.
Como o texto do Destructoid bem diz, não só de anjos e/ou demônios são feitas as redações - sejam elas de blogs ou sites grandes e bem estruturados. Quer dizer que qualquer um deles pode produzir matérias incríveis - como algumas entrevistas que o 1UP faz com o Tomonobu Itagaki e a série de "entrevistas em cadeia" que o Kotaku fez logo depois da E3 de 2009 - e lixo com direito à moscas e xorume - o artigo sobre "Sound Novels" do próprio 1UP e, bom, todo o resto do jornalismo de fundo de quintal que o Kotaku regurgita todo dia.
Me perdoem os que seguem a filosofia explicitada acima. Sou contra ela, como já se pôde perceber. Nem sempre o pequeno é o puro, o coitado, o indefeso e, por isso mesmo, o guardão do que é certo e justo - como se uma coisa tivesse realmente algo a ver com a outra - enquanto o "sistema" é mau, enganador e manipulador. Coloca-se muito peso em um Gerstmanngate (que foi, obviamente, grave) e na corrupção dos grandes meios e esquece-se que, dia após dia, muita gente irresponsável lasca o dedo nos seus blogs.
Aliás, taí: se o jornalismo de grandes sites é corrupto, o jornalismo de blogs é irresponsável. Em ambos os casos, com relação à informação e à desinformação.
De qualquer forma, podem acreditar no qu eu digo: as bisnaguinhas Seven Boys são boas mesmo. Com requeijão, manteiga, ou até puras. Purinhas
Fernando Mucioli. Advogado do Diabo desde 1984.
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