terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dinheiro, Mulheres

Não me reprimam porque eu falo demais de mulheres aqui. Primeiro porque o blog é meu e eu falo do que eu quiser. Segundo porque eu gosto delas, vou fazer o quê?

Gosto mais da minha, obviamente, mas de um modo geral acho que a feminilidade foi uma boa adição da natureza a esse mundo cheio de seres peludos, folhudos, escamudos e penudos. O planeta seria um lugar menos interessante e aprazível sem elas. Talvez mais simples, mas mais interessante e aprazível sem dúvida.

É por isso que eu odeio a Lara Croft.

Não é que eu odeio só a Lara Croft. Eu odeio que tentem usá-la como símbolo máximo da representação cromossômica XX entre nós. E também odeio quem teve essa idéia pra começo de conversa e/ou tenta capitalizar em cima da figura dela nesse sentido.

Lara Croft não é uma mulher ("duh, você não precisava me dizer isso!"), é uma aberração que usa shortinho de dançarina de axé e tem lábios maiores do que deveria. E definitivamente grandes mulheres não se fazer valer por usarem roupas apertadas e posarem de bad grrrrrrrrrllllls.

Mas como o meu negócio, como bem mencionado na minha descrição pessoal ali em cima, é o que vem de além-mar, vou dar meus pitacos a respeito de duas queridinhas do universo RPGzístico nipo-japonês. A saber:

- Aerith (ou Aeris, pra mim tanto faz)
Meiga, curadora, de vestidinho rosa, vendedora de flores. Uma meiguisse só, certo? Pfff.

Presta só atenção: o curto disco em que ela ficou viva em Final Fantasy VII, passou abusando psicologicamente do pobre menino emo de cabelos loiros. Obviamente ela NUNCA quis nada com ele - só deixava ele pensar que era especial, quando na verdade só tava servindo como o outro de um outro cidadão que já tinha batido as botas.

Pra piorar, ainda mandou o homem da espada gigante (que só estava lá para compensar alguma outra coisa, imagino) num guilt trip dos infernos que basicamente guiou o resto do jogo todo.

Sério, mais de 60 horas baseadas nas aventuras do cara que ficou magoadinho porque o seu ídolo (que nunca ligou pra ele) matou a sua musa (que nunca ligou pra ele). Boa, campeão.

- Rinoa

O caso aqui é mais ou menos o mesmo, mas com as ridicularidades acentuadas. A guerrilheira que usa o próprio cachorro como canhão só queria dar uns pegas no Seifer. Só isso. Ela não queria o menino emo (outro?) chorão e cheio de angústia adolescente - queria o valentão da escola.

Mas aí em certa parte da história tudo vira um melodrama doido e os dois - a moça liberal e o Senhor "Vá Conversar com Uma Parede" - de repente não vivem um sem o outro. É uma "história de amor" tão genuína quanto a dos sprites masculino e feminino ao fim de cada fase do X-Man de Atari.

De quem eu gosto, então? Dessas Final Fantazetes é fácil: Yuna. Uma das únicas mulheres corajosas e bem resolvidas que vi num videogame. Sem contar que ela protagonizou a cena de sexo velado mais bem feita da história. Mas aí tinha que vir a Square ferrar tudo com FFX-2. Mas dessa mágoa eu falo numa outra oportunidade.

Aliás, nesse mesmo assunto, o Gabriel vive dizendo como a Jade, de Beyond Good & Evil, é espetacular em todos os aspectos. Eu não joguei, então não sei. Mas podem acreditar na opinião dele que, diferente da minha, vale mais do que um pacote de bolacha Maria.

Fernando Mucioli E a Caixa de Sabão Solitária

2 comentários:

Gabriel disse...

Você falha terrivelmente por não citar a Kairi, a personagem feminina mais inútil de todos os tempos

Ruby disse...

YUNÃO! \o/

Hahahaha me rachei com a parte da cena de sexo velada, btw.

(Mas cá entre nós, ela faz um doce do caralho o tempo todo. Mas mora no meu coração mesmo assim.)

(Cá entre nós 2: personagens esquizofrenicas trocandinho de roupa com o L1. Aonde eu estava com a cabeça?)